quinta-feira, outubro 06, 2016

MIGUEL ARCANJO, 365 DIAS...


MIGUEL ARCANJO, 365 DIAS...

Hoje faz 365 dias que você partiu, estava cuidando da Esperança e pensando: falamos faz um ano, faz tantos anos, mas na verdade não é um ano são 365 dias que nosso coração sente a alegria ou a tristeza dos dias vividos, acho que falamos um ano para não ver a dimensão do tempo, em nossa memória 1 ano é apenas um, nesse 1 está a dor ou a alegria de 365 dias, nem vou falar nas horas, minutos e segundos.

Quando nosso coração ama, quando nossa alma anseia, ela conta os dias, horas e minutos.

Assim, foi nesses 365 dias, não teve um dia que não me lembrasse de você, “meu malelo”, se eu contar as horas e os minutos não saberei calcular, muitas vezes me lembrei de você sorrindo, outras vezes chorando, outras vezes sonhando, sonhando que haja um lugar nesse imenso Cosmos onde o sofrimento não exista mais, que haja um lugar onde todos os animais vivam saudáveis, amados e que um dia possamos nos reencontrar e reviver esse amor que o tempo jamais apagará.

Foi muito difícil quando a Juma se foi, ela foi a primeira a partir, depois foi a Uriel, depois o Juca, mas a partida do Miguel foi a mais complexa e dolorida para eu administrar em meu coração, fico pensando o porquê, talvez pelo sofrimento atroz que passou, ou talvez por ter sido o último, ou talvez por ter renascido no início da doença, foram quase quatro anos de uma partilha quase humana, muitas vezes não era um gato era uma “pessoa”, eu conversava com ele e ele me entendia, ele me poupava, não sei explicar, mas passou pela minha vida dois gatos “gente” Juma e Miguel.

Não sofri menos quando os outros partiram, quando a Uriel se foi fiquei doente, em quinze dias meus cabelos ficaram brancos, segundo um médico foi por causa do choque, afinal ela se foi em uma semana, também em grande sofrimento.
Quando o Juca se foi, emagreci muito, pois não comia, não dormia, o alimentava várias vezes ao dia, por dois anos ele necessitou de atenção especial, ainda mais que os outros.

Mas a partida do Miguel me virou pelo avesso, o que tinha como verdade não me parece mais verdade, as crenças tomaram lugar as dúvidas e muitas vezes a certeza de que estamos sós neste imenso Cosmos, por nossa conta, não temos a quem recorrer, se algum dia tivemos “alguém”, esse alguém se cansou de nós e partiu.

Talvez essas dúvidas e descrenças sejam por vê-lo sofrer, por eu implorar para que não o deixassem sofrer, eu o entreguei para não vê-lo sofrer, mas fizeram ouvidos moucos e ele chorava e eu chorava, mas mesmo chorando ele queria viver, tinha uma garra pela vida que nunca vi em nenhum de seus irmãos.

A eutanásia seria a solução? Não sei, pois sou contra a pena de morte para o maior marginal que exista na face da Terra, como sempre digo, no amor e na dor somos todos iguais, como eu poderia  mandar  matar  um grande amor?, um grande amor que queria viver, que ao ser acariciado ainda ronronava, eu não podia fazer isso, seria assassinato, se ele estivesse inconsciente e sem estímulo eu até poderia pensar no assunto, mas não VIVO e consciente.

Ouço casos de pessoas que veem seus animais irem para a “morte”, e eles choram, eles pedem para viver, eles sabem que serão mortos, eu não podia, eu não posso fazer isso com nenhum deles, enquanto estiver com estímulos e consciente. Não critico quem faz, porém, eu não posso, eu não teria paz.

Malelo, espero que por ai seja um lugar de paz, mesmo com todas minhas dúvidas ainda me resta essa esperança de que um dia vou revê-los, e que vocês estão ai me esperando, felizes e saudáveis.

“O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade.”
 John Dryden



domingo, outubro 02, 2016

Gatos, nossos anjos da guarda


Ouve um tempo que eu tinha “certeza” que havia “anjo da guarda”, um ser invisível que cuidava de mim e de todos os seres, cada um tinha o seu, um ser à minha disposição para livrar-me das ciladas da vida (ou das nossas próprias cilada para com Ele), hoje não tenho mais certeza de nada, aliás, ficou uma tênue ideia de que, existe alguma coisa que “torce” por nós, mas para todos igualmente, sem preferências. Não que eu achasse que “meu” anjo da guarda desse preferência a mim, porém, me ensinaram que ele era “só meu”.
Hoje pensando nisso vejo que se assim fosse, iria contra as Leis da vida, onde todos são UM com o Criador.

Nós nos separamos, porém, o Criador acredito que nos “vê” como um só.
Já os gatos eu não tenho dúvidas que são nossos anjos da guarda, não que merecemos ter “alguém” especial para nos ajudar nessa caminhada tão complexa que se chama vida, eles são nossos anjos porque há um amor infinito neles, em especial aqueles que passaram por maus-tratos e nós lhes demos uma chance para nós amar e nos proteger.

Acredite ou não em anjos que nos protegem invisivelmente, acredite, os gatos e todos animais são nossos anjos no visível.

Adote um animal abandonado e terá um anjo no visível e com isso irá facilitar o “trabalho” do seu anjo que está lá no “céu”.

"Um anjo vem todas as noites: senta-se ao pé de mim, e passa sobre meu coração a asa mansa, como se fosse meu melhor amigo."
Lya Luft   

segunda-feira, setembro 05, 2016

Adote um animal abandonado

“Entendo que solidariedade é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas.”
Augusto Cury
.......................................................
Adote...
Acolha...
Não compre...
Não abandone...
Castre...
Castre...
Castre...

segunda-feira, abril 04, 2016

Dia Mundial dos Animais de rua

COMO SE MORRE DE VELHICE

Como se morre de velhice
ou de acidente ou de doença,
morro, Senhor, de indiferença.

Da indiferença deste mundo
onde o que se sente e se pensa
não tem eco, na ausência imensa.

Na ausência, areia movediça
onde se escreve igual sentença
para o que é vencido e o que vença.

Salva-me, Senhor, do horizonte
sem estímulo ou recompensa
onde o amor equivale à ofensa.

De boca amarga e de alma triste
sinto a minha própria presença
num céu de loucura suspensa.

(Já não se morre de velhice
nem de acidente nem de doença,
mas, Senhor, só de indiferença.)

Cecília Meireles, in 'Poemas (1957)'

segunda-feira, março 14, 2016

Dia Nacional dos Animais

"Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência." 
Declaração Universal dos Direitos dos Animais

sábado, fevereiro 13, 2016

Uriel 5 anos

Hoje faz cinco anos que a Uriel se foi e não me canso de falar duas coisas sobre ela, uma que ela foi a gata mais carinhosa e doce que conheci em minha vida.
E a outra, que não me “conformo” da maneira abrupta em que partiu.

  Mistérios da vida, mistérios da “morte”, mistérios do viver e do partir que ainda não estão ao nosso dispor, quem sabe um dia entenderemos não o por que das coisas, mas para quê.

Será que vamos nos reencontrar um dia ratinha?

Hoje já não tenho tanta certeza disso, se não, ao menos  tivemos uma história linda juntas.

Na verdade, você está presente sempre, dia após dia, nos reencontramos a cada lembrança.

“As perdas são dores que vêm com a vida. Saudade é conseguir recriar momentos dentro de você. As coisas que se foram na realidade não desaparecem enquanto estiverem vivas dentro de mim.”
Nathalia Timberg